Ladrões roubam obras de arte em pleno dia em São Paulo
Imagens de câmeras de segurança divulgadas chocaram o público ao mostrar o momento em que dois homens carregam pela rua algumas das obras de arte roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, localizada no Centro de São Paulo. O incidente ocorreu na manhã deste domingo, 7 de dezembro, e resultou no furto de um total de treze gravuras de artistas renomados como Henri Matisse e Candido Portinari.
Os vídeos capturaram a dupla em plena luz do dia, retirando os objetos de valor de dentro de um carro na Rua João Adolfo. A ousadia dos criminosos e a facilidade com que pareciam agir geraram grande repercussão. A ação levanta sérias questões sobre a segurança de espaços culturais na capital paulista.
As obras subtraídas pertencem à exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, uma parceria entre a Biblioteca Mário de Andrade e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). A exposição, que celebrava o encontro dos acervos das duas instituições, estava aberta ao público desde 4 de outubro e terminaria no mesmo dia do crime. Conforme informações divulgadas, o caso foi registrado e está sob investigação policial.
O Roubo e a Fuga Filmada
As filmagens mostram os suspeitos descarregando o material roubado de um veículo. Em um dos momentos flagrados, um dos homens abandona algumas gravuras encostadas em uma parede e foge correndo, enquanto o outro, que carrega outras folhas, segue em direção oposta. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) comentou o caso, informando que um dos suspeitos retornou ao local para pegar os quadros que haviam sido deixados para trás.
Embora os dois homens inicialmente pareçam se separar, as imagens indicam que eles acabam fugindo na mesma direção. De acordo com a Polícia Militar, a dupla teria se dirigido para o metrô Anhangabaú em sua fuga. Até o momento, os criminosos não foram localizados pelas autoridades, e as obras de arte permanecem desaparecidas, aumentando a apreensão.
O roubo envolveu a subtração de oito gravuras da série “Jazz”, de Henri Matisse, e cinco gravuras da obra “Menino de Engenho”, de Candido Portinari. A violência do ato, que incluiu a invasão e a rendição de pessoas presentes, demonstra a audácia dos criminosos. A Polícia Militar foi acionada prontamente para atender a ocorrência e iniciar as investigações.
Invasão e Rendição na Biblioteca
Segundo relatos da Polícia Militar, a invasão à Biblioteca Mário de Andrade foi realizada por dois homens armados. Durante a ação, o casal de idosos que visitava o local e um vigilante foram feitos reféns. A rendição das vítimas destaca a periculosidade dos assaltantes e a vulnerabilidade dos presentes no momento do crime.
Os criminosos teriam se dirigido a uma cúpula de vidro onde estavam expostas as obras de arte visadas. Utilizando uma sacola para transportar os itens roubados, eles empreenderam fuga após o ato. A rápida ação e o planejamento aparente dos assaltantes sugerem que o roubo pode ter sido premeditado, com os alvos específicos já definidos.
A exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade” era um evento cultural significativo, que unia acervos importantes. O roubo dessas peças representa não apenas um prejuízo financeiro, mas também uma perda para o patrimônio cultural da cidade de São Paulo e do Brasil. A comunidade artística e o público em geral lamentam o ocorrido.
Medidas de Segurança e Seguros das Obras
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo emitiu um comunicado oficial sobre o incidente. A pasta informou que as obras roubadas possuem apólice de seguro vigente, o que representa uma garantia financeira em caso de perdas irreparáveis. Essa informação, embora traga algum alívio, não diminui o impacto cultural e emocional do roubo.
A Secretaria também ressaltou que a Biblioteca Mário de Andrade dispõe de equipe de vigilância e câmeras de segurança. A presença desses sistemas indica que, apesar das medidas de proteção, os criminosos conseguiram burlar a segurança. Todo o material coletado pelas câmeras está sendo fornecido às autoridades policiais para auxiliar na investigação e na identificação dos responsáveis.
A nota oficial da Secretaria de Cultura e Economia Criativa afirmou: "A Secretaria de Cultura e Economia Criativa informa que foi registrado na BMA (Biblioteca Mário de Andrade) o roubo de oito gravuras de Henri Matisse e cinco gravuras de Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”, pertencentes à exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). O local passa ainda por perícia da Polícia Civil."
A pasta acrescentou: "A Secretaria informa que as obras expostas contam com apólice de seguro vigente, e que o local dispõe de equipe de vigilância, sistema de câmeras de segurança. Todo o material que possa servir à investigação está sendo fornecido para as autoridades policiais." A Polícia Militar atendeu a ocorrência e a Guarda Civil Municipal (GCM) reforçou o policiamento na área, demonstrando a seriedade com que o caso está sendo tratado.
Solidariedade e Investigação em Andamento
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) também se manifestou sobre o ocorrido, expressando sua profunda solidariedade à Biblioteca Mário de Andrade e a toda a sua equipe. O MAM lamentou o ato de roubo e destacou a importância da parceria entre as instituições.
Em sua nota, o MAM declarou: "O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) manifesta sua profunda solidariedade à Biblioteca Mário de Andrade (BMA) e a toda a sua equipe frente ao ato de roubo de obras ocorrido em suas instalações. As peças subtraídas — oito gravuras da série "Jazz", Henri Matisse e cinco gravuras de Candido Portinari, da série “Menino de Engenho” — pertencem ao acervo da BMA e faziam parte da exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade", parceria que ficou em cartaz entre 4 de outubro e 7 de dezembro de 2025 e que celebrou o encontro dos acervos das duas instituições."
A Polícia Civil está realizando a perícia no local para coletar mais evidências que possam levar à identificação e prisão dos responsáveis. A investigação buscará desvendar como os criminosos conseguiram acesso às obras e qual o destino delas após o roubo. A expectativa é que as imagens das câmeras de segurança sejam cruciais para o avanço do caso e a recuperação das valiosas gravuras de Matisse e Portinari.
A comunidade cultural e os amantes de arte aguardam ansiosamente por desdobramentos positivos na investigação, na esperança de que essas importantes peças de arte voltem a ser exibidas e apreciadas pelo público. O caso serve como um alerta para a necessidade contínua de reforço na segurança de patrimônios culturais em todo o país.











