Brasil na ONU critica EUA por ações na Venezuela e pede fim do bloqueio

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Brasil exige cessar de ações militares dos EUA

O Brasil manifestou veementemente sua posição contrária às ações militares dos Estados Unidos no Caribe, próximas à Venezuela. Segundo o país, essas manobras e o bloqueio naval configuram infrações à Carta das Nações Unidas.

A declaração foi feita pelo embaixador brasileiro na ONU, Sérgio Danese, durante uma reunião crucial do Conselho de Segurança. A sessão foi convocada a pedido de Caracas, em meio à crescente tensão regional.

Violação da Carta da ONU

Danese enfatizou que a presença militar americana e o bloqueio naval anunciado violam princípios fundamentais da organização.

O diplomata brasileiro solicitou que tais ações cessem imediatamente, sem condições, para dar lugar a soluções políticas e jurídicas.

Defesa do multilateralismo e da paz

O representante brasileiro na ONU reiterou o compromisso do Brasil com a Carta da ONU, o multilateralismo e a resolução pacífica de conflitos.

Ele destacou que medidas coercitivas unilaterais, especialmente aquelas que envolvem o uso ou a ameaça da força, não possuem respaldo legal internacional.

América Latina como região de paz

O embaixador ressaltou a tradição da América Latina e do Caribe como regiões pacíficas.

Ele afirmou que a busca por soluções bélicas contraria os valores e o compromisso histórico da região com a paz e o direito internacional.

Proposta de diálogo e colaboração

O Brasil propôs um diálogo genuíno entre Estados Unidos e Venezuela, conduzido com boa-fé e sem pressões.

O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, colocou-se à disposição para colaborar nesses esforços, mediante consentimento mútuo.

Apoio a iniciativas da ONU

Além disso, o Brasil manifestou seu apoio a quaisquer iniciativas que o Secretário-Geral da ONU possa empreender para facilitar a resolução pacífica da crise.

A posição brasileira busca restabelecer a estabilidade e o respeito às normas internacionais na região.

Tensões aumentam no Conselho de Segurança

A reunião do Conselho de Segurança foi convocada em caráter emergencial, refletindo a gravidade da escalada de tensões entre Venezuela e Estados Unidos.

Caracas buscou na ONU um fórum para apresentar suas queixas contra as ações americanas.

Posição dos Estados Unidos

Durante o encontro, o embaixador americano Mike Waltz reafirmou a intenção dos EUA de impor sanções rigorosas.

Ele argumentou que a venda de petróleo pela Venezuela sustenta o governo de Nicolás Maduro e suas atividades.

Ações americanas e preocupações globais

Washington mantém uma presença militar significativa no Caribe, alegando combate ao narcotráfico.

No entanto, a Venezuela e outros países veem essas ações como uma tentativa de intervenção e mudança de regime.

Bloqueio naval e ameaças terrestres

Recentemente, o presidente dos EUA ordenou um bloqueio a petroleiros venezuelanos, intensificando a pressão.

Houve também declarações sobre possíveis ataques terrestres contra traficantes de drogas no país.

Reação da Rússia e clamor por paz

A Rússia expressou preocupação com a escalada militar dos EUA, alertando para consequências imprevisíveis.

O Kremlin instou Washington a evitar um "erro fatal" em relação à Venezuela.

O papel do Brasil na busca por soluções

O Brasil, com sua posição diplomática ativa, busca ser um mediador e promotor da paz.

A defesa da soberania e do direito internacional é central na política externa brasileira atual.

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