Blue Origin leva primeira passageira cadeirante ao espaço na missão NS-37

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Missão histórica da Blue Origin promove inclusão na exploração espacial

Blue Origin realizará um voo espacial inédito ao levar a primeira passageira cadeirante ao espaço. A missão NS-37, prevista para esta quinta-feira às 13h, conta com a participação de Michaela Benthaus, engenheira aeroespacial e mecatrônica da Agência Espacial Europeia.

Este voo representa um avanço significativo para a acessibilidade nas viagens espaciais, apresentando adaptações mínimas na nave New Shepard para garantir a segurança e o conforto de Michaela. Conforme informação divulgada pelo g1, a missão terá cerca de 10 minutos e reafirma o compromisso da empresa em fomentar a inclusão no setor aeroespacial.

Nos tópicos a seguir, entenda os detalhes da missão, a trajetória de Michaela Benthaus e como a Blue Origin vem aplicando tecnologia para tornar o espaço acessível a todos.

Como será o voo da primeira passageira cadeirante ao espaço

O voo espacial NS-37 será realizado com a nave New Shepard, veículo especial que acumula 35 missões bem-sucedidas e 16 delas com tripulação. Michaela Benthaus enfrenta o desafio com coragem e experiência, após um acidente em 2018 que causou uma lesão na medula espinhal, afetando sua capacidade de andar.

Segundo a Blue Origin, a New Shepard foi projetada para ser acessível, o que permitiu realizar a missão sem modificações significativas na cápsula, assentos ou no veículo propriamente dito. As adaptações que foram feitas foram nos procedimentos de embarque e suporte durante o voo.

Adaptações e apoio para garantir segurança e conforto

Pequenas mudanças ocorrerão nas instalações da Blue Origin para acomodar Michaela Benthaus. A empresa contará com a ajuda de dois tripulantes para garantir sua mobilidade, usando pranchas de transferência semelhantes às utilizadas no cotidiano para mover Michi da cadeira de rodas para a cápsula espacial.

Após o pouso no deserto, um tapete de transferência permitirá que a engenheira utilize sua cadeira de rodas normalmente. Além disso, a empresa realizou workshops específicos com Michaela e os tripulantes para testar todos os procedimentos de voo com antecedência.

A Blue Origin também ressalta que sua experiência inclui o transporte de pessoas com diferentes tipos de deficiência auditiva, mobilidade reduzida e baixa visão, o que reforça o compromisso com a inclusão e a acessibilidade na exploração espacial.

A trajetória inspiradora da engenheira Michaela Benthaus

Michaela, que se recupera de uma lesão na medula desde 2018 após um acidente de mountain bike, sempre sonhou em ir ao espaço. Ela relata que, após o acidente, chegou a pensar que esse sonho estava acabado, mas seu envolvimento com voos de pesquisa em gravidade zero e missões análogas como astronauta a motivaram a seguir.

Além disso, Michaela pratica esportes adaptados como o tênis em cadeira de rodas e destaca em suas declarações a importância desse avanço nas viagens espaciais. Ela disse: "Sinto que este é um passo importante, já que as viagens espaciais para pessoas com deficiência ainda estão em seus primórdios. Talvez eu seja a primeira, mas não pretendo ser a última".

O futuro das viagens espaciais inclusivas

A missão NS-37 da Blue Origin simboliza um marco no desenvolvimento da indústria espacial para todos os públicos. A presença de Michaela Benthaus demonstra que as barreiras podem ser superadas com inovação e vontade de promover a diversidade.

Com a New Shepard, a empresa mostra que tecnologia acessível pode transformar o sonho de ir ao espaço em realidade, independentemente das limitações físicas dos passageiros. Essa ação pioneira incentiva outras organizações a investirem em acessibilidade e inclusão nas próximas missões espaciais.

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